Igreja Batista, Igreja Católica...?
Médico, advogado, engenheiro...?
Esses deveriam ser os pontos de partida para definir a forma pela qual as pessoas devem ser tratadas?
Pior ainda. Esses devem ser os pontos que determinam se uma pessoa deve ou não, ser respeitada?
Com o passar dos tempos, as pessoas deveriam aprender a valorizar o ser humano, mas ocorre exatamente o contrário. Cada dia que passa, vejo uma separação ainda maior das pessoas por nichos, sejam religiosos, sejam profissionais, ou até sexuais.
O mundo, enquanto gente, entrou numa inversão de valores muito louca. Pouco importa se você tem um bom coração, pouco importa se você procura fazer sempre o bem, ou se, até de forma discreta, está sempre tentando ajudar o próximo.
O Papa acoberta casos de pedofilia. E ainda há quem o defenda, argumentando que ele foi obrigado a isso devido à forte hierarquia existente na "casa de Deus". Deus é a favor da pedofilia? Acho que não. Então isso faz do Papa um pecador como qualquer outro ser humano. Além disso, existe o fato de que grande parte dos casos de pedofilia, envolvem crianças do sexo masculino, o que faz dos "representantes de Deus", pedófilos gays. Se não me engano, a igreja também condena o homosexualismo né?
Outros que se dizem o exemplo de homem, o molde perfeito dos ensinamentos cristãos, são os Pastores, assim como a grande maioria dequeles que os seguem.
Esses também são passíveis de erros da mesma forma como qualquer outra pessoa. Mas esse nicho dos "camisa de botão", se fecha de tal forma que, se você não frequenta a igreja deles, você está errado, você não tem valor, você é um exímio pecador.
Eu já frequentei várias religiões, das mais diversas crenças. Todos defendem o mesmo ideal, os ensinamentos de Deus.
Não seria tão mais simples se eles pudessem conviver em paz, uma vez que ambos tem o mesmo objetivo. Será que é realmente necessário manter essa rivalidade idiota que sempre vai no lado contrário ao que eles tentam ensinar?
Justamente por ter tido a oportunidade de conhecer todas essas "casas de Deus", é que resolvi não seguir nenhuma delas.
Não consigo acreditar em uma marca que quer a todo custo, me converter, me fazer acreditar que estou errado em seguir aquilo em que acredito, sem ao menos me dar o direito de argumentar.
Deus como pai, acredito que queira ensinar, guiar da melhor forma possível. O aprendizado tem como consequência o erro, e isso é uma coisa que essas marcas dizem não fazer. Talvez no dia que alguma delas assumir, e ensinar que para aprender é preciso quebrar a cara, eu até possa acreditar. Não posso acreditar em pessoas santas, afinal o mundo ainda não acabou.
Acredito muito em Deus, mas não preciso que nenhuma dessas marcas me guie.
Nós, seres de vida curta, precisamos aprender a valorizar o nosso semelhante, seja ele branco ou negro, médico ou gari, hétero ou gay. Independentemente das escolhas que façamos em vida, todos iremos para os conhecidos sete palmos, no fim.
Sei que fui bastante extremista, generalizando os erros, passando a ideia de que não existem pessoas sérias envolvidas nessas igrejas. Isso não é verdade, é apenas reflexo de um sentimento que ao longo dos anos vem sendo cultivado, ou destruído, não sei ao certo.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
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7 comentários:
TEXTO INTELIGENTE, VAI CAUSAR REFLEXÃO EM MUITA GENTE! NEM TODO MUNDO TÊM ESSA COERÊNCIA DE IDÉIAS... JA JA VC ESCREVE UM LIVRO!
Muito bom seu texto, bem escrito, cheio de argumentos, fundamentado... parabéns continue assim meu jovem, abraços
Parabéns Lôra!
Ótima reflexão!
Texto bem formulado! Mas acho um pouco rude. Porém religião é algo que não se discute! Tá legal seu BLOG!
Beijos
Gostei do texto, não achei rude não. Religião é realmente um assunto delicado, ja conheci muitos desses caminhos que levam à Deus, de fato em todos encontramos alguma falha, quem criou a religião foi o próprio homem, e ele é falho. Religiosidade afasta o homem de Deus, Ele é tão simples, é puro e terno. As pessoas complicam de mais.
Gente estou orgulhoso....
Edson
Eu acho que o problema não é tão simples. Mas acho que exige uma postura nova da Igreja, sim.
Sou católica, praticante e participante de alguns movimentos dentro da minha Comunidade. Mas minha religião é o coração bom. Acho que é preciso conhecer um pouco da liturgia e da igreja para poder entender algumas coisas. No evangelho da adultera, Jesus Cristo disse: “Aquele dentre vós que não tiver nenhum pecado, que atire a primeira pedra”. Isso vale para o "pecadinho" e para o "pecadão". A diferença entre eles é somente a consciência de cada indivíduo e sua evolução espiritual. Essas pessoas escolheram a igreja como forma de esconderem suas doenças. São almas doentes. Precisam ser punidos sim, mas tb serem acolhidos, pq toda doença e desvirtuamento tem uma raiz: falta de amor e ignorância. Pra entender isso mais a fundo precisamos olhar com Verdade pra nossa sociedade.Careta e covarde em TODOS os níveis. Difícil isso. No pensamento católico o mal está em todos os lugares por isso no evangelho se diz: Orai e VIGIAI. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Só acho que é fácil estar de fora e julgar. A mudança só acontece quando as pessoas participam e dão sua voz. Qnto ao Papa ele é a figura de autoridade da Igreja, mas tb é homem e não está acima do bem e do mal, pelo contrário, a quem mais é dado, mais é pedido, por isso o fato dele estar sendo chamado às suas Responsabilidades neste momento. É preciso crer q a mudança acontece, que o BEM revela o mal, o q está errado para q seja corrigido. Mas tb é preciso crer que estamos todos debaixo desse guarda chuva com nossas "pequenas" fraquezas e pecados.
Obs. Religiosidade não afasta o homem de Deus. É o prórpio homem que se afasta de Deus. A religião não faz escolhas por ninguém, nós através do nosso livre arbítrio é que fazemso nossas escolhas, erros e acerto.
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